Total de visualizações

Marcadores

Marcadores

INICIO VIDEOS FOTOS CONTATO FILMES REGIMENTO INTERNO DA GCMI REDE INFORSEG PEC 534/2002

Sigam-me os bons

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O USO DO COLETE BALÍSTICO, PORQUE USAR?

Profisisonais de Segurança Pública, a fatalidade e a tragédia não escolhe dia, hora, local e cores de uniformes para se manifestar, ontem por volta das 20h um Major da Polícia Militar do Estado de São Paulo, foi brutalmente assassinado diante da população, companheiros de farda e da imprensa, quando atendia ocorrência com refém tomado, na cidade de São Paulo.
Na pressa em ajudar a solucionar o caso, o Policial Militar, desde 1.985 na Corporação, acabou por se deslocar para o local da ocorrência sem a proteção balistica oferecida pelo Colete a Prova de Balas, visto suas funções administrativas durante o expediente não exigerem esse equipamento, a trajédia manifestou-se em três disparos muito rápidos e certeiros em dois Policiais Militares, o Major que morreu em consequencia aos disparos e um Soldado PM que está internado.
Chama a atenção e penso ser oportuno a leitura ou releitura de um "manualzinho" que editei a algum tempo sobre o uso de Coletes Balísticos por parte dos GCM, mas é evidente que serve a todos os operadlores de Segurança Pública, quem mata GCM, mata PM, mata PC, PF, PRF, BM e etc, a questão é só de oportunidade e conveniencia para o agressor da sociedade, um segundo e tudo está perdido
Sem querer incorrer em procedimentos, doutrinas e filosofia de trabalho, sem querer ser inoportuno nesse momento triste para a Familia Policial Brasileira, o "Método Giraldi" preconiza o uso de proteção balistica para qualquer atendimento de ocorrência, qualquer ocorrência, desde desinteligência de casal até desarme de artefatos explosivos, amigos, irmãos, caros Policiais, nunca entrem em uma ocorrência por mais simples que seja, sem estarem com a proteção balistica ajustada ao corpo, a arma municiada e carregada e reflexos positivos condicionados, eles (agressores da sociedade) não tem qualquer compromisso com as regras a que estamos sujeitos, atiram em tudo que se move e representa "perigo para a liberdade deles", um irmão da Policia Rodoviária Estadual foi "executado" sem qualquer possibilidade de se defender quando foi verificar um "carro quebrado" na Rodovia Carvalho Pinto, na intenção de ajudar acabou sendo baleado no peito, o colete estava no banco da viatura, outro Policial Rodoviário Estadual, foi alvejado por um menor quando solicitou os documentos de uma moto na Rodovia dos Tamoios, o Sargento Atanázio (46 BPM/I), perguntou a um rapaz "se ele era Polícia", devido ter observado a arma na cintura do abordado, recebeu um disparo certeiro no peito, mais uma vítima, um colega GCM em São Caetano foi abordar um ladrão de carro e acabou vitimado pois estava em inferioridade numérica, tática e operacional em relação aos marginais






Proteção Balística Individual

A primeira utilização, pelo homem, de algo semelhante ao que hoje nós conhecemos como proteções balísticas foram às peles de animais, usadas ainda pelos primitivos para se proteger das garras e presas dos predadores. Muito depois, surgiram os escudos, feitos de peles no início, e então de materiais rígidos: os metais. Os metais também foram usados pelos romanos na proteção do corpo, como placas peitorais, e depois como armaduras de corpo inteiro na idade média. Com o advento das armas de fogo (por volta de 1500 D.C), as proteções existentes tornaram-se obsoletas e logo perderam espaço.
A proteção balística flexível, como hoje conhecemos, teve suas origens ainda no Japão medieval, onde os guerreiros usavam peças confeccionadas em seda para se proteger do fio das espadas e das flechas inimigas. Somente no século XIX é que os americanos tentaram utilizar a seda com fins de proteção balística, contudo, esta se mostrava efetiva contra os projéteis de baixa velocidade (em torno de 100 a 150 m/s) das armas usadas até então, e ineficazes contra a nova geração de armas raiadas, que atingiam mais de 200 m/s. Além disso, o custo da seda era altíssimo - o equivalente a 2.500 reais de hoje - por unidade.
A próxima geração de material balístico viria durante a Segunda Guerra Mundial. O nylon balístico era eficiente contra fragmentos de projéteis e explosões, mas não detinha a maior parte dos projéteis de pistolas e fuzis. Além do quê, eram extremamente grandes e desajeitados, mal servindo para fins militares. 
Os anos 60 trouxeram maus fluidos para os policiais americanos. O número de policiais mortos em serviço cresceu assustadoramente, e o governo tomou providências (Ah! Se aqui no Brasil fosse assim...). Mais de três milhões de dólares foram gastos em pesquisas para se desenvolver um material que atendesse às necessidades dos policiais.

Materiais Balísticos
Curiosamente, a resposta surgiu na DuPont (aquela da lingerie), que tentava desenvolver um tecido que substituísse o aço dos pneus de veículos, fabricado de fibra de aramida. Procurados pelo governo, testes foram realizados com o Kevlar®, que acabou sendo adotado como o material balístico padrão por muitos anos. Várias versões do Kevlar® foram usadas desde então, entre elas, o Kevlar®29, o Kevlar®129, o Kevlar®Correctional (que protege também contra facas e estiletes) e, por último, em 96, o Kevlar®Protera.
A Allied Signal, outra empresa americana, fabricou uma fibra de polietileno ultra fina e resistente, batizada de Spectra®, que deu origem ao material denominado Spectra®Shield (shield significa escudo, em inglês). A mesma Allied Signal desenvolveu também um material derivado de aramida, chamado de Gold Shield®. Outros derivados surgiram, como Gold Shield® LCR e Gold-Flex®.
Outro derivado de fibra de aramida foi desenvolvido por Akzo Nobel, e denominado Twaron®, bem como das Netherlands surgiu o Dyneema®. De propriedades similares, estes materiais apresentam sutis diferenças de peso, cor, flexibilidade e custo. É importante saber que estes materiais não são utilizados somente na confecção de coletes a prova de balas, mas também em capacetes, cordas, roupas, na aeronáutica e outros. A última fibra balística a ser desenvolvida foi criada no Japão, e recebeu o nome de zylon. Esta fibra apresenta grandes inovações em termos de peso, ventilação e flexibilidade, mas não foi ainda totalmente testada e aprovada pelas maiores polícias do mundo.

COLETE EM ZYLON
Outras tecnologias são utilizadas na confecção de materiais balísticos, para obter resultados de conforto e impermeabilidade, como é o caso do GoreTex® e CoolMax®. No fabrico de proteção balística rígida, os materiais são moldados através de resinas, dando forma aos capacetes, escudos, joelheiras e caneleiras. Nos equipamentos rígidos, os níveis de proteção também obedecem a norma citada abaixo.
Como é feito e como funciona
Uma placa balística flexível é confeccionada sobrepondo-se camadas de material balístico e outros materiais, dependendo do efeito desejado. Essas camadas são costuradas firmemente umas às outras. Depois esta placa, ou painel balístico, é inserido dentro de uma capa, feita de tecido comum de acordo com o padrão de uniforme da instituição específica.
Basicamente, os diversos materiais balísticos atuam da mesma forma. Quando o projétil se choca contra a veste, ele é pego em uma rede de fios finos e resistentes, que freiam o movimento giratório do projétil e fazem-no se deformar. Assim, além de impedir a penetração, a veste ainda distribui a força do impacto por uma área bem maior, anulando, ou melhor, diminuindo os efeitos da transferência de força cinética para o corpo, ou o blunt trauma, como é chamado. Para ter efeito contra os calibres de grandes velocidades, como o 7,62 mm, o 5,56mm e o 30-06, é necessário reforçar a veste com uma placa rígida que distribui melhor o impacto, geralmente confeccionada em cerâmica.
Os materiais balísticos, na forma dos coletes, não protegem somente contra projéteis. São inúmeros os casos de policiais que sobreviveram a acidentes de trânsito graças aos coletes balísticos. Determinados materiais protegem também contra instrumentos perfurantes, como é o caso do Kevlar®Correctional, usado por carcereiros nas penitenciárias americanas.

Níveis de Proteção
Os níveis de proteção das vestes balísticas são definidos pela NIJ Standard 0101.04. Esta norma, editada pelo National Institute of Justice, um departamento do Ministério da Defesa dos Estados Unidos, foi aceita internacionalmente como um padrão de níveis de proteção balística. Veja a tabela:
Outro tópico de extrema importância observado pela NIJ Standard 0101.04 é a deformação da veste diante de um impacto, isto é, a proteção oferecida contra o blunt trauma. Os testes são feitos efetuando-se disparos contra uma placa balística colocada sobre plastilina, uma massa de consistência semelhante ao corpo humano. Os coletes de nível III acima necessitam do reforço das placas de cerâmica para redução do blunt trauma.
A tabela acima foi simplificada, pois ainda são considerados: o tipo de projétil, o ângulo dos impactos, a incidência de impactos por cm² , a resistência à umidade.
As expressões “modelo” e “estilo”, são meras convenções dos fabricantes para identificar uma veste: elas se referem à abrangência da placa, à forma de fixação, á quantidade de bolsos, etc. Para o GCM, a configuração da placa, isto é, a abrangência do colete, é tão importante quanto o nível de proteção.
Escolhendo o nível e modelo apropriado
Alguns pontos devem ser observados na escolha do modelo e estilo de um colete:
· A abertura do pescoço não pode ser muito alta, nem a placa frontal muito longa, para não enforcar o GCM ao sentar;
· As alças do ombro devem ser largas, mas não o bastante para restringir os movimentos;
· Os furos do pescoço e braços devem ser amplos, para garantir flexibilidade e conforto, sem, contudo comprometer a proteção;
· As placas devem ser ajustáveis, para que o colete não se deforme ou surjam espaços vazios entre os painéis. As placas frontal e traseira devem se sobrepor;
· Para mulheres, a placa frontal deve considerar o volume dos seios, para manter o conforto;
· O peso deve ser o menor possível.
Uma vez que os coletes balísticos são tanto mais pesados e incômodos quanto maior for o nível de proteção, não é sensato adotar um colete nível IV para toda a força municipal.
Afinal, um GCM empregado no policiamento a pé não conseguiria envergar por seis horas um colete que pesa em torno de dez quilos. A maneira mais científica de se selecionar o nível de proteção apropriado é a análise estatística das ocorrências envolvendo armas de fogo.
Apesar de não dispormos de dados concretos, poderíamos afirmar que a grande maioria dos disparos sofridos por policiais é de calibre .38 SPL ou inferior, portanto, o nível apropriado seria o II, para uma guarnição de patrulhamento. Outra forma, menos científica, porém coerente, é determinar o nível de proteção pela arma que o próprio GCM está usando. Isto porque a arma de porte indica o que o GCM espera encontrar pela frente, além do que o número de policiais e GCMs mortos pela própria arma é relevante: nos EUA, o percentual chega a 16%. Olhando desta forma, a escolha do nível II para o patrulhamento se confirma, enquanto que para um grupo especial cuja arma básica é um fuzil calibre 5, 56, o nível III seria o mais indicado.
Cuidando do seu colete
As capas dos coletes balísticos podem ser lavadas como uma roupa comum. É conveniente não usar alvejantes nem secar ao sol, para não desbotar.
As placas podem ser lavadas com um pano ou esponja úmida e detergente, mas nunca submersas em água. Solventes ou produtos à base de álcool jamais poderão ser usados. A secagem deve ser à sombra.
Uma inspeção visual deve ser feita semanalmente, a fim de identificar defeitos ou desgastes nas placas balísticas. Ao serem retirados do corpo, os coletes devem ser colocados sobre uma superfície plana ou em cabides, para que não se deformem. Este é, aliás, um dos grandes problemas nos coletes mais novos que, por serem altamente flexíveis, deformam-se com facilidade quando não cuidados devidamente.
Lembre-se que o material balístico é como um tecido: ele se desgasta, relaxa, afrouxa as malhas e envelhece. Se bem cuidado, um colete excede em muito tempo o seu prazo de validade normal, especificado pelo fabricante. É o cuidado na manutenção que dita a validade do colete. A DuPont já testou coletes com mais de oito anos de serviço e constatou que eles mantinham as mesmas características originais. Por outro lado, coletes com dois anos de serviço mostraram-se inservíveis por falta de cuidado. O ideal, portanto, é retestar os coletes depois de três a cinco anos de uso.
Porque usar um colete?
Eu mesmo já fiz observações contra o uso constante de coletes à prova de balas. Sempre achei os coletes incômodos e quentes. Nos dias de hoje, contudo, o colete se tornou parte indispensável do equipamento do GCM em qualquer circunstância. Responda à pergunta abaixo e tire suas próprias conclusões:
“Se você pudesse fazer algo capaz de aumentar em 14 vezes suas chances de sobrevivência num confronto, você faria?”
Se a sua resposta foi sim, então use um
COLETE A PROVAS DE BALAS!!!
Este artigo é dedicado à memória do Inspetor GCM Benedito Osvaldo da Silva, meu contemporâneo, amigo de sempre, vitimado pela maldade humana de alguns, como desejavam muitos...
Fonte original de pesquisas:
Selection and Application Guide to Police Body Armor - NIJ Guide 100-01. U.S. Department of Justice;
Military Observers United Nations Course, 2011 november;
Military Command Peace Force United Nations, 2011 november;
Police Reform and Society Act – The U.S. Police Journal 2011;
Police and Justice Act – The U.S. Police Journal 2011;

Olhe essas imagens e faça uma pequena reflexão sobre proteção balistica…

Elvis de Jesus
Inspetor Regional de GCM
São José dos Campos SP

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Teste Teste Teste

ENVIE SUA MENSAGEM

Faça sua denuncia na CGU

contato