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Guarda municipal assassinado em Salvador

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Guarda municipal e amigo são mortos a tiros em Águas Claras


Polícia ainda não tem motivação nem autoria do crime
O guarda municipal Antônio Luiz Moreira Soares, 37 anos, e o amigo dele, Leonardo Silva de Oliveira, 37 anos, foram mortos a tiros, na noite de sexta-feira (12), na Rua Presidente Médici, em Águas Claras. De acordo com a polícia, o crime ocorreu por volta das 23h30. Parantes de Antônio disseram que os criminosos levaram a arma dele, uma pistola 380. 
O coordenador da Guarda Municipal de Salvador, Maurício Lima, confirmou que Antônio era integrante da corporação. "Estamos acompanhando o caso desde a madrugada, mas as informações a respeito do que ocorreu ainda estão muito desencontradas. O que podemos falar nesse momento é que estamos muito sentidos com a morte do colega", disse.
Antônio foi nomeado na Guarda Municipal em 2008 e já havia feito treinamento no Grupo de Operações Especiais. Segundo a Guarda Municipal, atualmente, ele estava lotado no Posto Conselho Tutelar VII, situado no bairro de Castelo Branco.
Antônio Luiz Moreira Soares estava na Guarda Municipal desde 2008
(Foto: Reprodução)
Em nota, a Polícia Militar informou que policiais da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Cajazeiras) foram acionados pelo 190, logo após terem recebido informações de disparos de arma de fogo com vítimas.
"Ao chegar ao local, a guarnição constatou o fato, encontrando dois indivíduos feridos e já sem vida. Em seguida, a área do crime foi isolada e o Serviço de Investigação em Local de Crime (SILC) acionado para proceder com a remoção dos corpos e a perícia", diz a nota.

Pagar conta
Antônio morava com a mãe, no bairro de Cajazeiras X. Ele saiu de casa por volta das 17h. "Ele disse que ia pagar umas contas e não mais voltou", contou uma irmã do guarda municipal.  
Moradores do local contam que o guarda estava em uma moto parada com o amigo, quando cinco homens, que seriam da facção Bonde do Maluco (BDM), chegaram no local a pé e se aproximaram das vítimas. "Eles foram abordados e revistados. Quando perceberam que o guarda estava armado, eles se afastaram e começaram a atirar", contou um morador, que pediu para não ser identificado.
Outra moradora do local conta que estava dormindo e acordou com o barulho dos tiros. "Foram muitos tiros, quase cem", disse. Tanto o guarda municipal quanto o amigo dele não são conhecidos dos moradores da localidade. Eles também não souberam informar o que os dois estavam fazendo no local antes de serem abordados.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a motivação e autoria do crime. A Polícia Civil informou que, no momento, há equipes na rua investigando o caso e que familiares das vítimas e possíveis testemunhas do crime também estão sendo ouvidas. 
Equipes da 3ª CIPM chegaram a realizar rondas e buscas na região a procura de suspeitos, mas ninguém foi preso. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) e ainda não há informações sobre horário e local dos enterros.
Parentes
Na manhã deste sábado (13), parentes de Antônio estiveram no Instituto Médico Legal (IML) para a liberação do corpo. "Ele era uma pessoa super direita, apegado à família, trabalhador. Estava no lugar errado e na hora errada. Provavelmente, viram a arma dele e acharam que era um policial", lamentou um irmão. 
A família disse que o guarda municipal e Leonardo são amigos há tempos. "Se conhecem desde a infância. O rapaz é outra pessoa de bem. Ninguém tem o que falar dos dois", disse o irmão. 
Antônio era solteiro. "Era uma pessoa querida em Cajazeiras, nascido e criado lá. Conhecia tudo. Provavelmente, farrista como era, estava com amigos e decidiu, com o rapaz que estava com ele na moto, ir para outro lugar, dar continuadade à diversão", contou o irmão.

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