Corpo de Guarda Municipal morto em perseguição a assaltantes de banco foi enterrado sexta-feira


Corpo de Guarda Municipal morto em perseguição a assaltantes de banco foi enterrado sexta-feira

Foi enterrado na tarde de sexta-feira (4), no município de Serra do Ramalho, a 900 km de Salvador, o corpo do guarda municipal Adelson Pereira da Silva, 42 anos. Ele foi baleado e morto durante uma perseguição ao grupo que assaltou o Banco do Brasil da cidade na manhã de quinta-feira (3).

O chefe do setor de investigação da Coordenadoria de Polícia de Bom Jesus da Lapa, Wilian Andres, também foi baleado no pescoço durante a perseguição. Ele foi transferido para o Hospital do Subúrbio, em Salvador. 

O outro guarda municipal, Jailson Ferreira, que foi alvejado no ouvido, permanece internado no Hospital do Oeste em Barreiras. Segundo informações da TV Bahia, o estado de saúde dos dois permanece estável.

As imagens da perseguição ao grupo que assaltou a agência bancária ajudarão a polícia a identificar os cinco assaltantes. Em um veículo Agile, uma equipe, formada por um policial civil, dois guardas municipais e um morador, iniciou a perseguição logo após o assalto e registrou tudo com um câmera. 

Quando perceberam que estavam sendo filmados, os criminosos desceram do Corolla, cor preta, e atiraram contra a equipe. O guarda municipal Adelson foi baleado durante a perseguição em uma estrada e morreu no local. 

O delegado Marcos Antônio Gonçalves, coordenador do Grupo Avançado de Repressão a Crimes Contra Instituições Financeiras (Garcif), de Barreiras, seguia logo atrás em um outro veículo. 

“Eu não sabia que a equipe estava na frente. Eles (os assaltantes) iam finalizar o policial e os guardas. Quando viram que eu estava com fuzil, atiraram e partiram para cima de mim com o carro, que é blindado”, diz o delegado.

O delegado estava escondido em um matagal próximo à estrada. Ele teve uma das pernas atingida pelas rodas do Corolla. Após atropelar o delegado, os cinco assaltantes fugiram a pé pelo matagal com o dinheiro do assalto. 

Ação rápida
Segundo o delegado, os criminosos chegaram na cidade por volta das 9h de quinta-feira, efetuando disparos para cima e anunciando o assalto. Na agência, fizeram 60 pessoas, entre funcionários e clientes, como reféns, que foram usados como barreira humana enquanto os bandidos efetuavam o roubo. 

"Foi uma ação rápida. Durou, no máximo, 15 minutos. Chegaram dando disparos para cima para mostrar que tinham poder de fogo e conseguiram levar dinheiro do Banco do Brasil. Foi tudo planejado. Eles sabiam que era dia de pagamento”, destacou o delegado.

Este é o terceiro assalto à agência do BB do município em seis meses. O banco já havia sido assaltado em 31 de outubro de 2011 e no último dia 16 de fevereiro.

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